Caso 63: laboratório

Ver caso clínico >

MOTIVO DA CONSULTA:
O primeiro motivo que trouxe o paciente á consulta foi a falta do canino e do 1º P.M. do primeiro quadrante. Numa segunda fase, após a reabilitação do 13 e 14 com uma ponte sobre implantes, foi a perda do dente 12. Uma extensa cárie destrui irremediavelmente este dente levando o paciente a querer simultaneamente resolver este problema e reabilitar a falta dos dentes 24 e 25.

DIAGNÓSTICO:
Paciente do sexo masculino com 55 anos de idade, não fumador. Apresentava a falta dos dentes 17/14/13/26e 27 no maxilar superior e dos 37/45/46 e 47 no maxilar inferior. O dente 25 apresenta-se com tratamento endodôntico e uma extensa destruição coronária. Apresenta uma perda óssea periodontal moderada e generalizada. Na zona edentula do 1º Quadrante mostrava uma depressão vestibular acentuada. Higiene Oral satisfatória e biótipo gengival médio.

PLANO DE TRATAMENTO:
De acordo com duas situações clinicas diferentes que surgiram em diferentes alturas temporais, foram propostos dois planos de tratamento:
Inicialmente, foi proposta a colocação de dois implantes no local dos dentes 14 e 13, para serem reabilitados com uma ponte metalo -cerâmica de 2 elementos 14 e 13.
Numa segunda fase, com a perda do dente 12, foi proposta a colocação de um implante no local do 12. O objetivo seria fazer uma ponte de 3 elementos 14/13 e 12. O implante colocado na zona do 13, nessa altura apresentava uma perda óssea na sua porção coronal, no entanto sem manifestações inflamatórias ou infeciosas. Este plano de tratamento estaria preparado para dois cenários. O primeiro, em que seria possível manter o implante no 13 e o segundo em que que se teria de prescindir deste impante. Neste cenário poderia manter-se uma ponte de 3 elementos, mas fixada no14 e no 12. No 2º Quadrante foi proposto colocar 2 implantes no local do 24 e do 25 com uma ponte de 2 elementos.

NOTAS DO TRATAMENTO:
Foram colocados 2 implantes no local do 14 e do 13. O primeiro com 3.3 mm de diâmetro e 10 mm de altura e o segundo com 4.1 mm de diâmetro e também 10 mm de altura. Durante a colocação dos implantes foi realizada uma regeneração óssea guiada com a intenção de minorar a deformação óssea vestibular. Após 3 meses foi feita a impressão aos implantes com uma técnica de moldeira aberta e confecionada uma ponte metalo-cerâmica. Esta ponte tinha uma fixação híbrida, aparafusada no 14 e cimentada no 13. Foram utilizadas duas peças intermédias diferentes, no 14 utilizou-se um multibase, no 13, utilizou-se um coto individualizado. A infraestrutura metálica foi experimentada em boca e o seu assentamento verificado imagiologicamente. A ponte foi colocada em boca, sendo o aparafusamento feito durante o tempo de presa do cimento. 7 Anos após a primeira reabilitação, o dente 12 foi submetido a um tratamento endodôntico e posteriormente reconstruído com um poste intra-radicular.3 Anos depois, numa consulta de rotina é detetada uma cárie extensa que comprometia irremediavelmente o dente. Simultaneamente foi detetada uma perda óssea no implante colocado no local do13. Como tratamento de urgência é extraído o dente 12 e colado um dente de resina composta com uma rede metálica aos dentes adjacentes. Na mesma consulta a ponte metalo-cerâmica foi desaparafusada e descimentada para se fazer uma impressão aos implantes 14 e13. Essa impressão deu origem a uma ponte metalo- acrílica aparafusada de 3 elementos, 14/13 e 12, com um apoio metálico palatino no11. A ponte provisória foi colocada reabilitando a falta do dente 12. Posteriormente foi colocado um implante no local do 12 e dois implantes no local do 24 e do 25. Durante o período de osteointegração, o paciente utilizou a ponte provisória aparafusada. Como reabilitação final foram colocadas 2 pontes. Uma no 1º Quadrante com 3 elementos e outra no 2º quadrante com dois elementos. As duas pontes tinham uma fixação aparafusada e foi utilizada cerâmica de tonalidade coronária e gengival. Após aprovação pelo paciente foram aparafusadas e dado o torque final com 35 N.



???