Caso 26: laboratório

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MOTIVO DA CONSULTA:
O paciente tinha uma restauração no dente 2.1 que estava sempre a cair e gostava de resolver o problema.

DIAGNÓSTICO:
Paciente do sexo masculino, com 75 anos, não fumador. O dente 2.1 apresentava uma restauração mesial em resina composta (classe IV), que com frequência fraturava. O maxilar superior mostrava retração gengival generalizada com desgastes radiculares mais ou menos pronunciados. A superfície palatina dos Incisivos superiores apresentava o esmalte degastado principalmente na zona incisal. O paciente apresentava boa higiene oral e tecidos moles sem inflamação.

PLANO DE TRATAMENTO:
A extensão da restauração em resina composta que o dente apresenta, a exposição radicular com desgaste associado, a idade do paciente e sobretudo a vontade expressa do paciente em ser conservador mas não querer tratamentos muito complexos, levou-me a optar por uma coroa total em cerâmica também hoje em dia denominada faceta de recobrimento 360. Esta opção terapêutica permitiria ser conservador de uma forma simples. Utilizando um preparo dentário axial pouco invasivo, colocando a linha de acabamento cervical quase 0.5mm incisal à linha amelo-cimentária e utilizando as vantagens inequívocas da colagem poderíamos conseguir uma proposta de tratamento equilibrada. A opção de realizar uma faceta sem recobrimento total da superfície dentária também foi equacionada, mas foi abandonada porque a pouca estrutura dentária que pudesse ser preservada não teria vantagem em relação à complexidade que seria introduzida no tratamento.

NOTAS DA COLABORAÇÃO” MÉDICO DENTISTA & TÉCNICO DE PRÓTESE DENTÁRIA”:
Antes da realização do preparo dentário foi feita uma pré impressão para confeção da coroa provisória em resina de polimerização dual. O preparo dentário foi realizado procurando ser o menos invasivo possível. A colocação da linha de acabamento cervical 0.5mm incisal à linha amelo cementaria permitiu que o preparo axial tivesse convergência, sendo conservado esmalte dentário. O preparo dentário assumiu que em cervical a linha de acabamento ficasse em esmalte e não em cimento. Antes da realização das impressões foi feito o levantamento da cor tendo por base a tonalidade do substrato dentário remanescente e tirando informação dos dentes adjacentes antes de desidratarem. Foi realizada a impressão com técnica de dupla mistura utilizando silicone sem utilizar qualquer técnica de afastamento gengival. A impressão deu origem a um modelo de trabalho tipo Geller onde foi realizado o trabalho laboratorial. A confeção da coroa total em cerâmica teve em consideração a necessidade de se integrar tanto na própria estrutura dentária remanescente e de se integrar no conjunto dos dentes adjacentes. A colagem da coroa foi feita sem a colocação de isolamento absoluto, utilizando tiras de teflon para conseguir um capaz isolamento relativo. Foi utilizada uma técnica de colagem convencional fazendo o adequado processo de preparação da estrutura dentária e protética. Procurou-se neste caso um compromisso entre a sofisticação e simplicidade que os anos mostraram ter sido uma boa aposta.