MOTIVO DA CONSULTA:
A paciente não gostava que os “dentes superiores estivessem recuados” e queria ter “dentes fixos”.
DIAGNÓSTICO:
Paciente do sexo feminino, com 47 anos, não fumadora e portadora de uma prótese parcial removível esquelética superior. Os dentes 1.8/1.7/1.6/1.4/2.1/2.3/2.6 e 2.8 encontravam-se ausentes. Os dentes 1.5/1.3/1.2/1.1/2.2/2.4 e 2.5 apresentavam tratamento endodôntico, postes intra-radiculares e restaurações extensas. Apresentava boa saúde gengival e bons hábitos de higiene oral. A paciente apresentava uma Classe III e as zonas edentulas do maxilar superior eram compatíveis com a colocação de implantes.
PLANO DE TRATAMENTO:
Após análise clínica e imagiológica foi proposto á paciente reabilitar o maxilar superior fazendo:
• Ponte de 4 elementos com infra - estrutura em Zr, recoberta a cerâmica, com os dentes 1.5/1.3 e 1.2 como pilares e o dente 1.4 como pôntico.
• Ponte de 6 elementos com infra – estrutura em Zr, recoberta a cerâmica, com os dentes 1.1/2.2/2.4/ e 2.5 como pilares e os dentes 2.1 e 2.3 como pônticos.
• Colocação de dois implantes, um no local do dente 1.6 e outro no local do dente 2.6. Reabilitação dos implantes com duas coroas aparafusadas.
Com a reabilitação proposta, também seria tentada a correção prostodontica da Classe III, desde que aprovada esteticamente pela paciente após um “Mock-up” prévio.
NOTAS DA COLABORAÇÃO” MÉDICO DENTISTA & TÉCNICO DE PRÓTESE DENTÁRIA”:
Esta reabilitação começou com a idealização do resultado final feito pelo técnico no enceramento de diagnóstico. Em seguida este conceito deu origem ao “ Mock–up” que foi avaliado e aprovado pela paciente, pelo médico e pelo técnico. A partir desta base tudo se processou em coerência. A ponte provisória foi realizada a partir do enceramento de diagnóstico e testada estética e funcionalmente em boca durante 8 semanas. A impressão definitiva deu origem a um modelo de trabalho que foi “scaneado” para em conjunto com a “scanerização” do enceramento de diagnóstico dar origem a infra-estruturas compatíveis com o projeto inicial. As infra-estruturas em Zr, após prova em boca foram revestidas a cerâmica. Os implantes foram “scaneados” directamente em boca e através de um “workflow” completamente virtual deram origem a duas coroas aparafusadas. Neste trabalho é de salientar a coerência mantida entre o enceramento de diagnóstico e o trabalho final.