MOTIVO DA CONSULTA:
Fractura do dente 2.1 após traumatismo.
DIAGNÓSTICO:
Paciente do sexo masculino com 16 anos, não fumador. Paciente com ausência do dente 2.1 após traumatismo dentário ocorrido 2 anos antes. Aquando o traumatismo o paciente recorreu à clinica com a coroa do dente 2.1 ferulizada com resina composta aos adjacentes. Após avaliação clinica e imagiológica foi concluído que o dente 2.1 tinha extração indicada. Simultaneamente também foi diagnosticada uma desarmonia dento maxilar que necessitava de intervenção. Os pais do paciente e o próprio mostraram vontade em resolver o problema resultante do traumatismo bem como fazer a correcção da desarmonia dento-maxilar.
PLANO DE TRATAMENTO:
Após avaliação clinica interdisciplinar, ortodôntica, prostodontica e implantológica, foi decidido propor previamente ao paciente a correcção ortodôntica. Após o tratamento ortodôntico seria feita uma ponte provisória de longa duração, Tipo Maryland e posteriormente com o paciente em idade adulta poder evoluir ou não para a colocação de um implante na zona do 2.1.Facto relevante, é o do plano de tratamento se estender por vários anos, sendo necessário proporcionar ao paciente uma qualidade de vida aceitável sobre o ponto de vista estético e funcional.
NOTAS DA COLABORAÇÃO “MÉDICO DENTISTA & TÉCNICO DE PRÓTESE DENTÁRIA”:
O tratamento ortodôntico desenrolou-se durante aproximadamente 2 anos e durante esse período foi feita a extração do dente 2.1. No dia da extracção foi colocado uma coroa de resina composta colada a um bracket que estava fixado no arco. Desta forma foi conseguida a primeira provisionalização. Durante a fase de contenção ortodôntica foi realizada outra coroa de resina composta que foi colada com uma rede metálica aos dentes adjacentes. Esta coroa provisória tradicionalmente seria utilizada até a colocação de um implante na idade adulta. Entretanto reabilitaria o paciente estética e funcionalmente e em simultâneo faria a contenção dos incisivos superiores. Não satisfeitos com o resultado optamos por confecionar uma prótese adesiva em Zr e cerâmica que cumprisse com estes objectivos de uma forma mais capaz. Avaliado o espaço edentulo correspondente ao dente 2.1, verificou-se que Mesio-Distalmente era superior ao diâmetro mesio-distal do dente 1.1. Nesse sentido foi pedido à ortodontia que harmoniza-se essa diferença. Quando esse objectivo foi conseguido foi removido o dente provisório e a rede que o fixava e foi feita a impressão para a confecção da ponte adesiva. Utilizamos uma técnica de dupla mistura com dupla viscosidade. No sentido de não alterar as superfícies palatinas e inter-proximais dos dentes 1.1 e 2.2. o dente provisório foi colado a um arco ortodôntico que desta forma possibilitou a temporização sem utilizar as superfícies palatinas. A recolha da cor dos incisivos superiores foi feita antes da colagem dos brackets que fixariam o arco com o dente provisório, facilitando o processo
No laboratório foi realizada uma ponte tipo Maryland com infra-estrutura em zircónia revestida por cerâmica. A infra- estrutura foi desenhada virtualmente por um processo CAD e posteriormente fresada. Particular cuidado foi colocado no desenho das aletas prolongando-as inter-proximalmente.Com este desenho procurou-se que a ponte tivesse maior estabilidade e simultaneamente fossem reforçados os conectores.
Na superfície interna das aletas, foi colocado um adesivo cerâmico com o intuito de utilizar a técnica de adesão convencional para colar a ponte ao esmalte dos dentes pilares.
Esta ponte tipo Maryland procurou juntar a resistência da infra-estrutura, à adesão da cerâmica ao esmalte e à estética do recobrimento da zircónia com cerâmica.
A ponte tipo Maryland foi colada aos pilares utilizando uma técnica adesiva convencional.
Esta reabilitação mostrou-se um tratamento minimamente invasivo, economicamente acessível, funcionalmente resistente e esteticamente aceitável. Passados 3 anos o paciente apresenta-se satisfeito com a reabilitação não estando prevista até à data a colocação de um implante.