Caso 9: laboratório

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MOTIVO DA CONSULTA:
O paciente apresentava o dente 11 com uma restauração extensa em resina composta que repetidamente fracturava.


DIAGNÓSTICO:
Paciente do sexo masculino, 45 anos de idade, fumador, com refluxo esofágico e pobre higiene oral. Os dentes 11 e 21 apresentavam-se com tratamento endodôntico e o dente 21 estava reabilitado com uma coroa tipo Richmond á mais de 12 anos. O dente 11 apresenta uma extensa restauração em resina composta na superfície vestibular recobrindo exclusivamente dentina. A superfície palatina apresenta-se erodida pelo ácido e com uma extensa restauração de resina composta obturando a cavidade de acesso endodôntico. A coroa clínica apresenta 4.5mm de altura e a raiz apresenta 11 mm.


PLANO DE TRATAMENTO:
A reduzida dimensão da coroa clinica associada á quase total ausência de esmalte levou-me a propor ao paciente a realização de uma coroa tipo Endocrown. Dois objectivos neste propósito:

   • Conseguir retenção mecânica no interior da cavidade de acesso endodôntico.
   • Não preparar o interior do canal radicular evitando a sua fragilização.

A endocrown seria composta por uma infra estrutura em óxido de zircónia, com componente intra radicular e componente coronário, sendo esta revestida a cerâmica. 


NOTAS DA COLABORAÇÃO” MÉDICO DENTISTA & TÉCNICO DE PRÓTESE DENTÁRIA”:
Após um correcto afastamento gengival, o preparo dentário, extra e intra-coronário foi impressionado com uma técnica de dupla com 2 viscosidades. Utilizei um tutor de plástico para reforçar e estabilizar o silicone que impressionou o componente intra-coronário do preparo. A impressão foi vazada a gesso e iniciou-se a digitalização do modelo utilizando a tecnologia CAD-CAM. O componente intra-coronário foi facilmente digitalizado porque se apresentava com as paredes bem divergentes para oclusal e a sua extensão era reduzida. O desenho da Endocrown seguiu algumas considerações que convém reter:

   • A infra estrutura em óxido de zircónio corresponde á quase totalidade da morfologia coronária excluindo a superfície vestibular que foi posteriormente recoberta com cerâmica.
   • O componente intra coronário não se estendeu mais apicalmente que a linha de acabamento cervical.

Desta forma procurou-se conciliar a resistência oferecida por uma infra estrutura que quase correspondia á totalidade da coroa, com a aparência estética mais personalizada oferecida pela cerâmica.