Caso 3: laboratório

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MOTIVO DA CONSULTA:
“Reabilitação total fixa”

DIAGNÓSTICO:
Paciente do sexo feminino, com 48 anos de idade não fumadora. Como factores relevantes destacam-se a necessidade de recuperar a dimensão vertical da oclusão, a colocação de implantes no 2º quadrante associada a extensa regeneração tecidular e nivelamento do plano oclusal.

NOTAS DA COLABORAÇÃO “MÉDICO-DENTISTA & TÉCNICO DE PRÓTESE DENTÁRIA”:
O enceramento de diagnóstico foi feito a partir de modelos de estudo recolhidos por impressões em silicone de adição. Seguidamente foram montados em articulador semiajustável com base no registo intermaxilar e arco facial. A anatomia dentária foi recriada a partir de critérios anatómicos, estéticos e funcionais. Particular atenção mereceu o reposicionamento dentário no 2º quadrante em relação á arcada antagonista. A discrepância verificada entre o arco dentário e o rebordo alveolar foi recoberto por uma epítese gengival em cera.

A partir do enceramento de diagnóstico foi realizada uma placa acrílica removível com dentes em cera e uma epítese gengival também em cera que serviram para a realização de um Mock –Up em boca. O Mock - Up permitiu que a paciente percebesse a necessidade da regeneração óssea e de tecidos moles bem como as suas limitações.

Aceite o plano de tratamento o enceramento de diagnóstico deu origem a uma placa em acrílico transparente em que foram colocados cilindros de resina composta radiopaca na superfície vestibular e palatina das peças dentárias dando origem a uma guia imagiológica.Com a guia em boca foi realizada uma TAC, que incorporou na sua imagem a radiopacidade da guia imagiológica. Baseada nestes elementos foi feita a planificação virtual da colocação dos implantes. O enceramento de diagnóstico deu origem a duas pontes provisórias em acrílico reforçadas bem como a uma epítese gengival, também em acrílico. Após a preparação dentária as pontes foram rebasadas e colocadas em boca. A paciente andou com as provisórias em boca 8 semanas para avaliar se o projecto se integrava estética e funcionalmente. Feita essa integração, avançou-se com a parte cirúrgica transformando a guia imagiológica em guia cirúrgica, colocando os implantes de acordo com a planificação virtual. A regeneração foi feita de acordo com o volume e forma da epítese gengival. Foram necessários 3 meses para completa cicatrização e maturação dos tecidos.

As impressões definitivas foram feitas com silicone de adição pela técnica de dupla mistura, na maxila utilizando a técnica de moldeira aberta. Obtidos os modelos de trabalho a sua montagem em articulador semi-ajustável foi feita utilizando as pontes provisórias. Numa consulta especifica para esta montagem a paciente recolheu informação com o arco facial com a ponte do maxilar superior e fez um registo intermaxilar com as duas pontes provisórias. Em seguida retiraram-se as duas pontes provisórias da boca e procedeu-se á montagem. Primeiro colocou-se a ponte provisória superior no modelo de trabalho e utilizando o registo com o arco facial montou-se o modelo superior em relação ao braço superior do articulado. Seguidamente colocando o registo intermaxilar em silicone sobre a ponte provisória inferior colocada sobre o modelo correspondente, monta-se o modelo de trabalho inferior. Montados os modelos de trabalho no articulador as pontes provisórias são colocadas novamente na paciente.

Em seguida foi realizada uma infra estrutura metálica baseada no enceramento inicial que foi devidamente avaliada em boca. A colocação de cerâmica teve que contemplar o componente dentário e gengival. A regeneração tecidular, particularmente, do 2º quadrante foi satisfatória mas não se consegui recriar as papilas interdentárias tal como o esperado. Nesse sentido foi utilizada cerâmica gengival para reabilitar essas zonas.

Este trabalho mostra que é essencial uma cuidada planificação na grande reabilitação oral sendo fundamental o trabalho de equipe.